09 maio 2009

Maternidade, privilégio e responsabilidade

resized_ternura Mãos mãe e PÉ BEBÊ Ser mãe é um grande privilégio e uma grande responsabilidade. Podemos facilmente perceber isso nas cartas de Paulo a Timóteo.

Na primeira carta que escreveu para ele, Paulo fez questão de afirmar que, a despeito de não poder exercer na igreja autoridade de homem, o Senhor preservou a mulher por meio de sua missão de mãe (1Tm 2.12-15).

Para Paulo, a satisfação da mulher não deveria estar em liderar a igreja, com autoridade sobre os homens, mas em ter a dádiva de gerar filhos, a mesma dádiva que o Senhor não retirou de Eva, mesmo depois de ela ter pecado. É importante lembrar que a mulher só recebeu o nome de Eva (Vida) após ouvir a sentença de que ela continuaria com a capacidade de gerar, mas que isso seria em meio a dores. Ao ouvir a sentença, Adão dá à mulher o nome de Eva “por ser a mãe de todos os seres humanos” (Gn 3.20).

De fato a maternidade é um grande privilégio que traz consigo uma grande responsabilidade.

Sabemos que os filhos são heranças concedidas pelo Senhor e cabe aos pais educá-los de acordo com a vontade de Deus.

As mães cumprem um papel sobremodo importante nesse processo de educação. Geralmente são elas que passam mais tempo com os filhos e, com sabedoria, devem aproveitar cada momento para incutir na mente deles o amor pelo Senhor.

Vejamos então um exemplo grandioso dessa influência. Na segunda carta que Paulo escreveu a Timóteo, expressou logo no início o desejo de vê-lo novamente (2Tm 1.4). O apóstolo afirma que se recordava da fé sem fingimento de Timóteo e faz questão de frisar: “a mesma que habitou em tua avó Loide e em tua mãe Eunice, e estou certo de que também, em ti” (2Tm 1.5).

Não sabemos nada sobre a avó e sobre a mãe de Timóteo, exceto seus nomes e o exemplo de fé que deixaram para ele. Por esta pequena citação de Paulo, podemos ter a certeza de que o papel materno na educação foi importantíssimo. Eunice aprendeu a fé por meio de sua mãe, e Timóteo, por meio de sua mãe e sua avó.

Que belo exemplo elas deixaram para aquele que seria um importante líder na Igreja do primeiro século.

Infelizmente muitas mulheres não têm sido sábias na criação dos filhos e, ao invés de enxergar os filhos como herança do Senhor, como uma bênção e agradecer a Deus o privilégio de participar da sua educação, têm visto os filhos como um peso, como alguém que veio para tirar a sua tranquilidade. Mães que, pela prática, acabarão ensinando que filhos não são bem-vindos ao lar e que só servem para atrapalhar, ainda que no discurso elas afirmem que eles são amados.

Mirando-se no exemplo das mães Loide e Eunice, as mulheres devem rogar ao Senhor que lhes conceda a sabedoria necessária para também instruir aos seus filhos.

Filhos educados nos caminhos do Senhor terão muita satisfação em cumprir o mandamento de “honrar pai e mãe”. Que o Senhor abençoe sua vida, mamãe, para que, um dia, a fé do seu filho reflita a mesma fé sem fingimento que habita em você.

2 comentários:

Anônimo disse...

Fala Milton,
Eu não poderia esquecer do seu aniversário. Deus o abençõe com muito saúde e alegria.
Abraços,
Wilson de Angelo Cunha

Jônatas Abdias disse...

Caro Milton,
De fato, algumas mães tornam a verdade em mentira na prática e falam, através de seus atos, que não compreendem a maternidade como bênção, mas como maldição. Na verdade, penso que entendem a maternidade de maneira unilateral, levando em conta apenas o próprio "EU" e se esquecem que a maternidade se estende da hora da geração até à morte. É como já dizia o sábio Van Groningen: " Seus atos falam tão alto que eu não consigo escutar o que você diz!"
Abordei o texto de Gênesis no dia das mães, e embora tenha dito do nome de Eva, não dei este puxão de orelha. Grato pelo aviso. Abcs
rev. JAM